quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Uma Aula Diferente


A aula de hoje foi muito legal. Apesar de ter chegado 5 minutos atrasado e ter perdido a chamada, gostei bastante. No inicio, cantamos alguns hinos e lêmos a meditação diária, que ajudaram a acordar e animar a todos dentro da sala. Logo em seguida comemos um bolo de chocolate e tomamos um chá, que foram especialmente preparados para a nossa turma.

Hoje, a aula foi, basicamente, uma recaptulação da aula anterior, quando fizemos 3 encenações sobre o capítulo 16 de Lucas e debatemos sobre a analogia existente no capítulo 7 de Romanos.

Alguns alunos foram escolhidos pela professora para refazer a encenação, e a fizeram com excelência, deixando clara qual é a melhor interpretação dos fatos e falas expostos nesse trecho da Bíblia. Pois, tais fatos, se interpretados de forma equivocada, podem levar à conclusão de que a lei foi abolida. Mesmo que o assunto abordado no capítulo de Lucas 16 não seja sobre a lei e sim sobre um mal administrador.

“A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele.” Lucas 16:16

Neste caso a interpretação errada parte do significado da sentença A lei e os profetas, que em várias partes da Bíblia aparecem com o significado de Antigo Testamento. E aqui não é diferente, o verso acima não quis dizer que a lei durou até João e que depois dele ela foi abolida, e sim que, a partir de João, o Antigo Testamento não estava mais sendo escrito e o Novo Testamento, que anuncia o reino de Deus, estava tendo início. Esta afirmação pode ser confirmada com a leitura do verso seguinte. Lucas 16:17.

“E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.”

Além disso nós sabemos que a missão de João Batista era anunciar a chegada do cordeiro, e não abolir a lei.

Em seguida, a analogia entre casamento e cristianismo, presente em Romanos 7:1-6, foi reapresentada pela professora e alguns alunos foram escolhidos para participar de uma dinâmica que consistia em montar um esquema de imagens que melhor explicasse esse texto. Os alunos foram separados em 2 grupos que expuseram e explicaram um diagrama cada, que, apesar de diferentes, apresentavam as mesmas ideias e conclusões:

“Ou ignorais, irmãos, que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que ele vive?” Romanos 7:1

Esse verso da Bíblia é importantíssimo para o entendimento dessa analogia. Essa pergunta, feita por Paulo, afirma fortemente que todo ser humano está sujeito à lei enquanto o mesmo for vivo. E isso é puramente verdade, contudo algumas leis exigem um “pré requisito” para estarem em vigor como por exemplo a lei do matrimônio, que liga uma mulher a seu conjuje e vice-versa. É preciso estar casado para estar sujeito a essa lei, e viúvo, solteiro, ou divorciado*, para se ver livre dela. Qualquer envolvimento amoroso, de qualquer um dos conjujes com outra pessoa é considerado adultério, e o culpado deve sofrer as consequências da lei à qual está sujeito.

“Porque a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se ele morrer, ela está livre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver o marido, será chamado adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido.” Romanos 7:2-3

Da mesma forma, estava sobre a humanidade uma lei, que dizia:

“O salário do pecado é a morte.”

A lei exigia que fossem oferecidos, como sacrifício, cordeiros, para que os pecados fossem perdoados. E a partir do momento em que Cristo morreu por nós na cruz, da lei do sacrifício fomos libertos. Da mesma maneira que a noiva, viúva, fora liberta da lei matrimonial.

“Assim também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos frutos para Deus. Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” Romanos 7:4-6

Portanto, a conclusão a que chegamos é de que o verso 6 de Romanos 7 não pode ser lido e interpretado isoladamente, da mesma forma que nada na Bíblia deve. Todo o contexto deve ser analisado na hora de ler a Bíblia.


*Condição não prevista na lei matrimonial bíblica, somente na lei matrimonial civil.


Texto Descritivo e Analítico - Thiago Prates Laraya  74785

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