A aula de hoje foi muito legal. Apesar de
ter chegado 5 minutos atrasado e ter perdido a chamada, gostei bastante. No
inicio, cantamos alguns hinos e lêmos a meditação diária, que ajudaram a
acordar e animar a todos dentro da sala. Logo em seguida comemos um bolo de
chocolate e tomamos um chá, que foram especialmente preparados para a nossa
turma.
Hoje, a aula foi, basicamente, uma
recaptulação da aula anterior, quando fizemos 3 encenações sobre o capítulo 16
de Lucas e debatemos sobre a analogia existente no capítulo 7 de Romanos.
Alguns alunos foram escolhidos pela
professora para refazer a encenação, e a fizeram com excelência, deixando clara
qual é a melhor interpretação dos fatos e falas expostos nesse trecho da
Bíblia. Pois, tais fatos, se interpretados de forma equivocada, podem levar à conclusão de
que a lei foi abolida. Mesmo que o assunto abordado no capítulo de Lucas 16 não
seja sobre a lei e sim sobre um mal administrador.
“A lei
e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo
o homem emprega força para entrar nele.” Lucas 16:16
Neste caso a interpretação errada parte do
significado da sentença “A lei e os profetas”, que em várias partes da
Bíblia aparecem com o significado de Antigo Testamento. E aqui não é diferente,
o verso acima não quis dizer que a lei durou até João e que depois dele ela foi
abolida, e sim que, a partir de João, o Antigo Testamento não estava mais sendo
escrito e o Novo Testamento, que anuncia o reino de Deus, estava tendo início. Esta afirmação pode ser confirmada com a
leitura do verso seguinte. Lucas 16:17.
“E é
mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.”
Além disso nós sabemos que a missão de
João Batista era anunciar a chegada do cordeiro, e não abolir a lei.
Em seguida, a analogia entre casamento e
cristianismo, presente em Romanos 7:1-6, foi
reapresentada pela professora e alguns alunos foram escolhidos para participar
de uma dinâmica que consistia em montar um esquema de imagens que melhor
explicasse esse texto. Os alunos foram separados em 2 grupos que expuseram e
explicaram um diagrama cada, que, apesar de diferentes, apresentavam as mesmas
ideias e conclusões:
“Ou
ignorais, irmãos, que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que ele
vive?” Romanos 7:1
Esse verso da Bíblia é importantíssimo
para o entendimento dessa analogia. Essa pergunta, feita por Paulo, afirma
fortemente que todo ser humano está sujeito à lei enquanto o mesmo for vivo. E
isso é puramente verdade, contudo algumas leis exigem um “pré requisito” para estarem em vigor como por
exemplo a lei do matrimônio, que liga uma mulher a seu conjuje e vice-versa. É
preciso estar casado para estar sujeito a essa lei, e viúvo, solteiro, ou divorciado*,
para se ver livre dela. Qualquer envolvimento amoroso, de qualquer um dos
conjujes com outra pessoa é considerado adultério, e o culpado deve sofrer as
consequências da lei à qual está sujeito.
“Porque
a mulher casada está ligada pela lei a seu marido enquanto ele viver; mas, se
ele morrer, ela está livre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver o
marido, será chamado adúltera, se for de outro homem; mas, se ele morrer, ela
está livre da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido.” Romanos
7:2-3
Da mesma forma, estava sobre a humanidade
uma lei, que dizia:
“O salário do pecado é a
morte.”
A lei exigia que fossem oferecidos, como
sacrifício, cordeiros, para que os pecados fossem perdoados. E a partir do
momento em que Cristo morreu por nós na cruz, da lei do sacrifício fomos libertos.
Da mesma maneira que a noiva, viúva, fora liberta da lei matrimonial.
“Assim
também vós, meus irmãos, fostes mortos quanto à lei mediante o corpo de Cristo,
para pertencerdes a outro, àquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que
demos frutos para Deus. Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos
pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para
a morte. Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que
estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da
letra.” Romanos 7:4-6
Portanto, a conclusão a que chegamos é de
que o verso 6 de Romanos 7 não pode ser lido e interpretado isoladamente, da
mesma forma que nada na Bíblia deve. Todo o contexto deve ser analisado na hora
de ler a Bíblia.
*Condição não prevista na lei matrimonial bíblica,
somente na lei matrimonial civil.
Texto Descritivo e Analítico - Thiago Prates Laraya 74785
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